Pix, TED e DOC: quais são as diferenças?

Em breve, os brasileiros terão acesso a uma nova maneira de transferir dinheiro – mais prática e rápida do que as modalidades atuais. A chegada do Pix promete revolucionar a forma de realizar transações financeiras.

Entenda, neste artigo, o que diferencia o Pix das atuais modalidades de transferências entre instituições financeiras, como a TED e o DOC. Continue a leitura para conhecer as distinções entre os modelos, além de compreender qual a melhor opção para a sua realidade, propósito e bolso!

Pix, TED e DOC: quais são as diferenças?

Essas são três modalidades de transferência entre pessoas físicas e/ou jurídicas no Brasil.

A TED e o DOC já estão no mercado há muitos anos, de modo que já estão imersos na cultura financeira de quem realiza movimentações bancárias com frequência.

Mas, que tal relembrar os conceitos de cada um deles, para depois imergir no universo do Pix?

DOC

Em resumo, a sigla DOC significa Documento de Ordem de Crédito. Essa modalidade de transferência só funciona em dias úteis e apresenta um limite máximo de transferência de até R$ 4.999,99.

Por meio desta modalidade, o dinheiro fica disponível no próximo dia útil, desde que a transação seja realizada pelo usuário até às 22h. Caso ultrapasse esse horário, o dinheiro só será creditado 2 dias úteis depois.

Além disso, grande parte das instituições bancárias cobra uma tarifa para realizar esta operação.

TED

Já por meio da TED, sigla para Transferência Eletrônica Disponível, o dinheiro transferido fica disponível na conta de destino no mesmo dia. Ou seja, possui efetivação mais rápida do que o DOC.

O dinheiro enviado via TED demora até 90 minutos para ser creditado na conta do destinatário, caso a operação seja feita até as 17h (horário de Brasília). Se a TED for realizada após às 17h, a transação só cai no próximo dia útil.

Assim como o DOC, grande parte das instituições bancárias cobra uma tarifa para realizar esta operação. No entanto, não há limite máximo para transferência.

Pix

O Pix é uma modalidade anunciada no início do ano pelo Banco Central, que chega para mudar o cenário das transferências no país.

O Pix vai funcionar por meio do Sistema de Pagamentos Instantâneos, o SPI. Ele será gerido e operado pelo BC, por meio do Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban).

Primeiramente, o Pix não cobrará tarifa para transferir dinheiro e estará disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive aos finais de semana e feriados.

A dinâmica do Pix é a instantaneidade. Por isso, as transações feitas são processadas em tempo real – ou seja, o dinheiro levará menos de 10 segundos para chegar na conta de destino.

Além disso, é importante destacar que não haverá intermediação de terceiros. Por isso, o dinheiro sai de uma conta e vai diretamente para a outra.

Com quem é possível fazer um Pix

O Pix pode ser utilizado para transferências e pagamentos:

  • entre pessoas (transações P2P, person to person);
  • entre pessoas e estabelecimentos comerciais, incluindo comércio eletrônico (transações P2B, person to business);
  • entre estabelecimentos, como pagamentos de fornecedores, por exemplo (transações B2B, business to business);
  • para transferências envolvendo entes governamentais, como pagamentos de taxas e impostos (transações P2G e B2G, person to government e business to government).

Limite de valor nas transações

Não há limite mínimo para pagamentos ou transferências via Pix. Isso quer dizer que você pode fazer transações a partir de R$0,01.

Em geral, também não há limite máximo de valores. Entretanto, as instituições que ofertam o Pix poderão estabelecer limites máximos de valor baseados em critérios de mitigação de riscos de fraude e de critérios de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

O uso das chaves Pix

De acordo com o BC, as transações do Pix poderão ser realizadas por meio do QR Code ou por meio da chave Pix.

Essa chave pode ser um e-mail, CPF/CNPJ, número do celular ou uma chave aleatória (composta por letras, números e símbolos gerados automaticamente).

Pix: método de identificação

Uma das grandes vantagens do Pix é a agilidade no pagamento. Em vez de pedir agência, conta e dados pessoais do recebedor, basta pedir a Chave Pix, que é a identificação de preferência.

Pix, TED e DOC: quais são as diferenças?

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Todas essas possibilidades serão capazes de identificar uma conta destino e, assim, facilitar ainda mais a transferência.

Ou seja, quando você quiser receber um dinheiro de um amigo ou cliente, não precisará mais passar o número da agência, dígito, número da conta, ou mesmo especificar se é conta corrente ou poupança, para concluir a transação.

Com o Pix, você precisará apenas fornecer uma chave, que pode ser qualquer uma das possibilidades mencionadas. Para isso, é preciso cadastrar uma ou mais chaves em seu banco ou instituição financeira.

Mesmo com a possibilidade de cadastrar mais de uma chave, na prática, o depositante precisará apenas de uma delas para concluir a transação. Isso dá mais segurança e praticidade às operações.

O registro das chaves começou e já é possível cadastrar até cinco chaves por conta, em caso de pessoa física, e até 20 chaves por conta, para pessoas jurídicas.

As chaves podem ser registradas em uma única conta ou em contas diferentes. Entretanto, não é possível registrar uma mesma chave em mais de uma conta.

O Pix será gratuito?

Ah! Também é importante saber que o Pix será gratuito para pessoas físicas. Entretanto, para pessoas jurídicas, pode haver cobrança de tarifas.

De toda forma, o Banco Central afirmou que eles serão bem menores do que os praticados em outros meios de pagamento.

A partir de novembro, com a chegada do Pix, será mais simples decidir qual opção escolher.

Principalmente se a urgência no recebimento se fizer presente.

Para começar a utilizar o Pix, o primeiro passo é cadastrar uma ou mais chaves, conforme destacamos no artigo.

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Sobre o Autor

Wallace Fernandes
Wallace Fernandes

Radialista, Locutor Publicitário, maratonista de Netflix, viciado em e-commerce, e empreendedorismo.

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